INDIGNAR, VERBO INTRANSITÁVEL
sim, este blog já foi um ambiente privilegiado para a discussão da produção e do mercado da música [interdependente] no BRASIL. e continuará sendo. mas está cada dia mais difícil deixar de enlaçar a música ao mundo. e enxergar que a música [brasileira, sobretudo, para além do rap] talvez precise voltar a se relacionar mais com o mundo --em vez de ficar na sua casinha fingindo que não tem nada com isso, seja isso o que for. acho um saco este "impulso artístico" de falar de amor --da maneira mais óbvia, envolta em sentimentalismos, entre dores de corno, sentimentos de abandono ou platonismos. e desafio os músicos que me lêem a me mandar músicas suas que falem de amor sem usar a palavra amor nem rimar com dor ou flor [inclusive porque, como nos lembra OSWALD DE ANDRADE, há poesia até no elevador...]. tem uma palavra desgastada que foi associada ao rock [especialmente ao punk] e precisa ser liberada dele, que é atitude. não falo aqui de engajamento político ou social, simplesmente. falo do posicionamento do artista em relação ao mundo em que ele vive --o que apens reforça, pra mim, a distância que existe entre ser músico e ser artista. o post abaixo é um exercício simples de observação e comparação. [simples, mas não vi ninguém fazer antes...] é um tapa na cara de quem ainda tem ombridade [coisa cada vez mais rara] neste país e nestes tempos... me chegou às mãos por um imeiou enviado por ARLINDO S. FILHO --mas não tenho subsídios para saber se é de sua lavra ou não. o que importa é que ele toca num ponto essencial: o direito de indignar-se. em tempos de desfaçatez generalizada [dá-lhe SARNEY!], de politicagens mil, de acomodações gerais, de jogos de interesse e fazeções de média sem fim, onde estariam o espaço e a disposição para a indignação? ou será que isso é um valor "do passado"? leia e fique à vontade para estatelar-se de novo no sofá, de olho no CALDEIRÃO DO HURGH. --- CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO. aquele abraço .i.
Escrito por israel do vale às 17h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|